Operação em Catanduva (SP) — Foto: Receita Federal/Divulgação

Operação da PF tem mandatos em Catanduva e cidades da região.

Segundo o portal G1, Catanduva e cidades vizinhas são alvo da ação “Carbono Oculto” e em cidades vizinhas.

Catanduva foi um dos principais alvos da Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (28) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e forças de segurança. A cidade concentrou seis mandados de busca e apreensão, incluindo ações em um condomínio onde mora o principal chefe do esquema criminoso na região noroeste paulista.

O suspeito é apontado como dono de um comércio em construção em Catanduva, que, segundo as investigações, seria usado para lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). A facção é acusada de comandar um esquema bilionário de fraude no setor de combustíveis, com ramificações em todo o país.

Ação na região

Além de Catanduva, a operação também cumpriu mandados em São José do Rio Preto (5), Ariranha (3) e Marapoama (2). Em Barra Bonita, na região de Bauru, houve ainda um mandado em endereço ligado a pessoa física. No total, a ação mobilizou centenas de agentes para desarticular a rede criminosa.

Na vizinha Ariranha, a Usina Virgolino de Oliveira foi alvo da operação por contratos firmados com empresas investigadas. Já em Marapoama, a Usina Itajobi também entrou no radar das autoridades.

Fraudes e prejuízos

Segundo o MP-SP, o PCC comandava um esquema de importação irregular de metanol, usado na adulteração de combustíveis. O produto era desviado no Porto de Paranaguá (PR) e transportado clandestinamente, em desacordo com normas de segurança.

As fraudes envolviam adulteração de qualidade e quantidade de combustíveis, atingindo cerca de 30% dos postos de São Paulo — aproximadamente 2.500 estabelecimentos. Entre 2020 e 2024, o grupo movimentou R$ 52 bilhões em mais de mil postos controlados, sonegando R$ 7,6 bilhões em impostos.

Estrutura financeira criminosa

Para ocultar os lucros, a facção utilizava fundos de investimento, fintechs e empresas de fachada, que movimentaram cerca de R$ 30 bilhões. O dinheiro financiou a compra de quatro usinas de álcool, um terminal portuário, 1.600 caminhões e mais de 100 imóveis, incluindo fazendas milionárias no interior paulista e uma mansão em Trancoso (BA).

As investigações apontam ainda para coação de empresários do setor, com ameaças de morte e até suspeita de incêndios criminosos em propriedades rurais.

Participação das forças de segurança

A Operação Carbono Oculto é coordenada pelo Gaeco do MP-SP em conjunto com o MPF, Polícias Federal, Civil e Militar, além da Receita Federal, Secretaria da Fazenda, ANP e PGE-SP. Outros Ministérios Públicos estaduais também deram apoio.

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA/SP) deverá pedir o bloqueio de bens para recuperar o valor bilionário sonegado.

A integra da matéria pode ser encontrada no portal G1 pelo link https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2025/08/28/operacao-receita-federal-noroeste-paulista.ghtml

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